Será que é só distração?
- Innovarum Consultoria e Capacitação

- há 13 minutos
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Sabe aquela pessoa que vive derrubando as coisas, esbarrando em portas, começando mil tarefas e não terminando nenhuma?
Que passa o dia inteiro com a cabeça a mil, perde o foco com facilidade, e às vezes nem lembra por onde começou?
Pois é... talvez essa pessoa seja você.
E não, não é “falta de atenção”, nem preguiça, e muito menos “jeito desorganizado de ser”. Às vezes, o corpo e a mente estão tentando se entender e isso tem tudo a ver com integração sensorial, algo que muita gente nunca ouviu falar, mas sente na pele todos os dias.
Muita gente cresce ouvindo: “presta atenção!”, “você é estabanado!”, “para quieto um minuto!”. Mas o que poucos percebem é que, por trás de cada comportamento, existe um corpo que tenta se regular e um cérebro que se esforça para processar tudo ao mesmo tempo.
No TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) e no TDH (Déficit de Atenção sem Hiperatividade), isso é ainda mais evidente.
Quem vive com TDAH costuma ter um corpo inquieto, fala rápida, se mexe o tempo todo, pensa em dez
coisas de uma vez.
Já quem tem TDH parece mais calmo, mas a cabeça não para nunca: as ideias se atropelam, o tempo foge, e as tarefas ficam pela metade. O corpo pede uma coisa, a mente quer outra, e a pessoa fica tentando equilibrar o que parece impossível.

Integrada
Sensações que se misturam.
O mundo para quem tem TDAH ou TDH pode ser intenso. Luzes, barulhos, cheiros, toques... tudo chega junto, sem filtro. Por isso, o corpo se antecipa, reage, se agita. Às vezes, é cansativo até estar em silêncio, porque dentro da cabeça há sempre movimento.
É aí que entra o olhar da Terapia Ocupacional e da Fonoaudiologia. A TO ajuda a pessoa a sentir o
próprio corpo, reconhecer limites, ajustar ritmos e perceber o que o corpo está dizendo.
A Fono trabalha a comunicação, a clareza de pensamento e a expressão das emoções. Quando corpo e fala se alinham, a vida flui de outro jeito com mais presença, mais calma e menos culpa.
Não se trata de “corrigir” comportamentos, mas de entender como você funciona.
Talvez você não seja “bagunceiro” nem “distraído”. Talvez você só precise se ouvir, de verdade, e dar tempo ao seu corpo de acompanhar a sua mente.
Porque no fim das contas, o que chamam de distração pode ser apenas uma forma diferente de
sentir o mundo. E quando a gente entende isso, começa o verdadeiro processo de se encontrar. Este artigo é parte integrante da 5ª Edição da Revista Carioca Offices Connect
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